Disciplina Positiva 

Disciplina Positiva é, na minha humilde opinião, um dia assuntos mais relevantes em se tratando de educação dos nossos filhos. 

Ela parte do pressuposto que nenhuma criança (aliás, nenhuma pessoa) responde de forma positiva recebendo estímulos negativos, tais como castigo, punições rígidas, grito, maltrato, e por aí vai. Já existem estudos, inclusive, que comprovam que crianças que sofreram esse tipo de abuso se tornaram adultos “rebeldes” ou muito submissos, o que acredito que nenhum pai em sã consciência deseja para o futuro do seu pequeno. 

Mas como assim? De acordo com a Disciplina Positiva o meu filho vai agora fazer o que quiser, “pintar e bordar”, e não terá nenhum tipo de punição por isso? EXATAMENTE. Mas e quanto a dar limites para as crianças? AH! ISSO É CONSTRUÍDO DE UMA MANEIRA DIFERENTE. 

Para que vocês compreendam o motivo de eu estar falando sobre esse assunto, eu vou contar uma história que aconteceu conosco. Faz um tempo que levei a Camila numa consulta com o seu pediatra. Ele que sempre vai muito além de orientações sobre doenças e medicamentos, tinha me falado sobre a importância de dar limites para a minha filha. Saber dizer não agora para que ela aprenda a lidar com as frustrações desde cedo e a não se tornar uma pessoa arrogante e egocêntrica. Eu confesso que eu saí de lá meio atordoada e pensando: “Como assim? Será que ele acha que eu sou uma mãe descompensada? Daquelas que deixa o filho fazer o que quer, só porque eu não gosto de gritar com ela?”… Depois desse dia, volta e meia ele tocava no assunto, sempre me considerando aquela mãe de “coração de manteiga”, que não consegue impôr limites à sua cria…

Gostaria de deixar claro que a minha relação com ele é maravilhosa. Nós não concordamos em muitos pontos, é bem verdade, mas nos respeitamos. E para mim isso é muito importante porque faz com que eu esteja sempre atenta a um ponto de vista diferente do meu, saindo da minha zona de conforto e pensando se posso estar errada e no que poderia melhorar.

Foi quando eu me deparei com um texto sobre a Disciplina Positiva. Eu fiquei tão encantada com o assunto e não conseguia mais parar de pesquisar sobre ele. Era uma saída muito mais lógica e amorosa para os problemas enfrentados no processo de educação da minha filha. 

Disciplina Positiva fala sobre paciência, criatividade, respeito, empatia e amor incondicional. Por isso, não é nada fácil e por vezes eu mesma já me questionei se não estava sendo muito “molengas”, como muitos poderiam pensar. A maioria de nós fomos educados de maneira bem diferente (quem nunca, da nossa geração, não levou literalmente umas chineladas depois de ter aprontado alguma?) e por vezes nos sentimos tentados a replicar tudo o que vivenciamos, é natural. Mas ainda bem que evoluímos e os nossos filhos já podem colher desses frutos…

Vou dar um exemplo prático para ilustrar melhor o que estamos falando. Vocês sabem o quanto Camila ama artes, né? Sempre estimulei e ela sempre amou. Daí, volta e meia ela estava riscando as pareces e não tinha jeito dela parar. Já cheguei a colocar ela de castigo por conta disso uma vez e ela já me ajudou também a limpar a parede (o que veio a ter, inclusive, alergia ao produto que passou na parede e o que me deixou me sentindo a pior das mães: além de castigá-la, ainda a deixei em contato com um produto químico que muito provavelmente daria alergia nela e a minha raiva do momento não me deixou enxergar). Foi quando eu parei para pensar: “Peraí, Camila ama artes, o que eu mesma estimulo e acho maravilhoso. Ela também ainda não tem idade e maturidade suficientes para utilizar os materiais de pintura sem uma supervisão atenta (e se eu não estava olhando e deixei as canetinhas, tintas e hidrocores ao seu alcance, ela não tem culpa por estar pintando as paredes. O castigo não é a solução e nunca vai surgir o efeito esperado”. Então, o que foi que eu fiz na próxima vez que ela pintou as paredes? Eu dei a ela uma outra alternativa para a atividade que a deixou igualmente interessada. Organizei o cantinho das artes com cadernos variados e folhas de várias cores e texturas, inclusive ela foi comigo escolher alguns deles, e combinei com ela que não pintaria mais as paredes, mas apenas o seu material novo e encantador. Surtiu muito mais efeito e depois disso ela só pintou a parede uma vez mais (logo depois que a irmã nasceu e com certeza foi para chamar a atenção), o que antes era umas 3x por semana. 

Aqui em casa temos pouco espaço e ainda não consegui fazer o nosso “Ateliê de Artes” ideal, mas com criatividade ele já começou a ficar bacana.

Depois quero saber como é que vocês estão lidando com o assunto disciplina aí, com os pequeninos de vocês e assim podemos trocar figurinhas, que tal? 

Beijos,

Ju Jordán

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