Amamentação e Introdução Alimentar 

Como a introdução alimentar conosco foi super difícil e confesso que um pouco traumática, (contei tudo aqui https://www.google.com.br/amp/s/tudosemleite.com.br/2015/09/02/introducao-alimentar/amp/?client=safari), eu compartilhei com algumas pessoas meus sentimentos de frustração sobre o assunto, na época. Nao sei aconteceu com vocês, mas comigo ouvi e muito dos palpiteiros de plantão, e inclusive de profissionais médicos, que a amamentação poderia atrapalhar na alimentação do bebê, pasmem! Hoje eu vejo o quão absurda foi esta fala e vim compartilhar com vocês a nossa experiência, já que Mila ainda amamenta e hoje se alimenta super direitinho. 

A educação alimentar de um bebê pode ser difícil e requer paciência e dedicação. Para algumas crianças, em particular, resistentes a novos sabores (que é o que muitas mamães de alérgicos relatam sobre seus filhos), pode ser ainda mais trabalhosa! Mas isso não quer dizer que não conseguiremos atingir os nosso objetivo, que é o de ter um filho que se alimenta bem (não em quantidade, mas em qualidade e variedade). 

Quando percebemos que por aqui seria “dureza” esta transição do leite materno para o garfo e a faca, procuramos logo uma médica especialista em amamentação, a Dra. Bernadete Dantas. Que mulher! Ela é uma profissional incrível, além de tecnicamente super capacitada, ela é uma pessoa muito amorosa, paciente e humana. Ela me ajudou no “empoderamento” necessário para prosseguir adiante com a amamentação, mesmo ouvindo de tantos comentários do tipo: “a amamentação está atrapalhando, você vai precisar tirar a Mila do peito para ela poder ficar com fome e aceitar outros alimentos”, “se ela não quiser almoçar, não ofereça o peito, deixe ela com fome”. Eu lembro perfeitamente de uma frase que certo dia ela me falou: “Ju, a criança amamentada pode até ter maior dificuldade inicial de aceitar os outros alimentos, mas depois de um tempo você vai ver que ela vai se alimentar melhor do que todas as outras crianças juntas! Tenha paciência que tudo vai melhorar”. Foi uma fala que marcou. Em todas as recusas, todas as vezes que a minha filha cuspia tudo o que eu tinha preparado com tanto amor, depois de inclusive chegar a um ponto em que até a minha diarista foi provar o que eu tinha cozinhado e falou meio sem jeito: “Dona Juliana, sua comida tá deliciosa! Pôxa! Eu já tava achando que a senhora tava dando uma gororoba para Mila”, eu fechava os olhos e ouvia aquela frase da Dra. Bernadete mais uma vez para me encher de confiança. 


O tempo foi passando e aquela menininha que gritava pelo leite materno começou a acordar dizendo: “Mamãe! Estou com fome. Vamos comer inhame com carne moída?!”. Ela começou a esperar ansiosamente pelas horas das refeições e corria pela casa gritando: “Tá na mesa! Uhuuu! Vamos almoçar!”, já subindo sozinha na sua cadeirinha especial para as refeições. E o cardápio? Brócolis, cenoura cozida, macarrão com molho de tomate caseiro, purê de mandioquinha, peixe, carne, frango, baião de dois, guacamole, saladinha crua (beterraba, tomate, cenoura), inhame, batata, macaxeira, jerimum, canja, tapioca, pizza, biscoitinho caseiro, bolo, brigadeiro, pipoca, quase todas as frutas, ou seja, ela come de tudo. Tem um cardápio balanceado e muito variado (temos acompanhamento com a Dra. Cristiana Menezes, Nutricionista), o que nos deixa bastante feliz. 

Mila tem alergia a banana, mamão, caju, pêra e kiwi, mas tirando estas frutas ela come praticamente todas as outras.

Ela não costumava comer abacate, sempre rejeitava, mesmo com mel, então foi quando resolvi fazer guacamole para ela e deu super certo! Hoje ela vibra quando o lanche é guacamole com biscoitinho de arroz integral.
Sempre uso mandioqueijo para “turbinar” as nossas refeições por aqui. Ele entra como recheio de pães caseiros, tapiocas, no preparo de risotos, pizzas. Tem receita no blog!

Ela ainda dá trabalho para comer? Sim, claro, e muito! Demoramos mais ou menos 1h e meia em cada refeição e tem dias que ela fecha a boca e não quer comer nadinha. Ela inclusive tem mais facilidade para comer os legumes e verduras do que os carboidratos (tipo: tem almoços que só consigo que ela aceite brócolis e tomate com algum peixe). Ah! Ela também não é muito fã de feijão, por exemplo. Mas achamos natural qualquer pessoa ter algumas preferências e não gostar de alguns alimentos. 

Cardápio deste dia: macarrão integral, purê de mandioquinha, bife acebolado e brócolis

Cardápio do café da manhã: inhame com hamburguinho de carne bovina caseiro (tem receita no blog).
Mais um exemplo de almoço por aqui ♥️
Algumas das estratégias que uso para ela não sair da mesa (Sério! Ela é fogo! Demora que só, mas pelo menos come).
 

Parar a amamentação em livre demanda por por aqui estava fora de cogitação, pelo menos até os 2 anos de idade da Mila, que é o que recomenda a Sociedade Brasileira de Pediatria. Até o primeiro ano de vida de um bebê, além de tudo, o leite materno ainda é considerado a principal fonte de alimento da criança. Por isso, aqui não parei de oferecer o leitinho da minha filha perto das refeições e passei a observar que em vez de atrapalhar (como muitos me falaram), ajudava ela a se acalmar e a comer um pouco melhor, inclusive. Aos poucos, à medida que ela foi se sentindo mais segura quanto à alimentação, ela foi deixando de solicitar tanto o peito para pedir sucos e comidinhas variadas. Hoje ela toma leite materno principalmente antes de dormir, mas tem dias que nem toma mais, se ela não pede eu não ofereço e o “desmame” está sendo gradual e bastante tranquilo por aqui. 


Então foi isso, gente. Para mim a amamentação não atrapalha na introdução alimentar, pelo contrário, ela ajuda e muito. Sou completamente defensora da amamentação! 

Caso eu tenha esquecido de falar alguma coisa ou vocês tenham alguma curiosidade sobre o tema não hesitem em me mandar uma mensagem.

Beijos,

Ju Jordán

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2 comentários sobre “Amamentação e Introdução Alimentar 

  1. Olá! Muito bonito o seu relato. Aqui na minha casa também nunca achei que mamãe atrapalhasse, como você disse, mamar acalma e facilita a aceitação. Mas eu antecipei um pouco as coisas aqui em casa por já estar cansada de amamentar. Com 1 ano fiz o desmame noturno, com 1 ano e meio comecei a amamentar só em casa e agora com 2 eu desmamei. Foram 2 anos lindos! Sei que foi sentir saudades, mas eu já não sentia mais prazer em amamentar… parabéns pela família, eu adoro as suas receitas, minha filha não tem alergia, mas eu gosto de receitas sem leite. Acho mais saudável e mais sustentável! Beijos

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