Sobre comer fora de casa

  

Hoje é aniversário da minha titia amada e fomos almoçar fora em família. Mostrei no SNAP para vocês qual foi o meu prato.

Quase sempre me perguntam se como fora, onde como e como faço para conseguir… 
Na realidade, como ainda amamento Camila, na nossa penúltima consulta com a Gastro, a orientação que recebemos foi que eu continuasse fazendo a dieta junto com a pequena e cortasse inclusive os traços dos alergênicos por um mês, observando como ela reagia. Nessa fase não podíamos consumir alimentos fora de casa as duas, claro! 

Camila ficou muito bem mesmo depois desse período de alimentação mais restrita (que eu contei num post anterior aqui https://tudosemleite.com.br/2015/11/11/a-nova-abordagem-na-dieta-alimentar-primeiras-impressoes/), passamos uns 45 dias de dieta e voltei para a reavaliação médica. Ela me pediu para ir retomando um a um os alimentos na minha dieta e observar (também contei neste post aqui https://tudosemleite.com.br/2016/01/29/nova-fase-na-dieta-testes/), salvando os de reação mais grave (inclusive ela me liberou para comer ovo em assados, mas confesso que ainda não fiz). 

Pronto! Agora estamos numa nova fase, onde estou podendo comer fora de casa, mas com certos cuidados. Tudo orientado e inclusive encorajado pela médica da minha filha, que tem sido uma pessoa incrível é fundamental para nossa vida de “mãe APLV”. Sempre me apoiando, tirando minhas dúvidas com atenção e preocupação. 

Eu faço assim:

— Não vou com uma frequência grande. Estou indo aos poucos. 

— Vou em poucos restaurantes e “a la carte”, onde a equipe da cozinha possa já conhecer o caso e teremos mais chances de tomarem todos os cuidados necessários

— sempre converso com alguém da cozinha e explico mais de uma vez sobre o caso da alergia alimentar, os alimentos proibidos e os riscos de contaminação cruzada

— consumo basicamente: carne, macarrão, arroz, batata, salada, sucos naturais da fruta ou de uva integral (por conta dos corantes). Nunca peço muita coisa diferente para diminuir o risco de contaminação

Mas gostaria de dizer a vocês que não faço isso como escolha minha, mas com orientação médica segura. No meu caso, inclusive, a médica insistiu muito para que eu aceitasse essa nova abordagem. Porém, não custa lembrar que algumas crianças reagem aos traços dos alergênicos presentes no leite materno, outras não. Na dúvida, procure um médico. 

Ah! E vocês sabiam que privar a criança totalmente do contato com os alergênicos muitas vezes pode ser mais ruim do que bom para ela. Isso somente um profissional da área de saúde e que está acompanhando o caso de perto vai poder avaliar. Por isso, antes de tomar qualquer atitude perante a dieta, acho fundamental consultar um médico ou os médicos e nutricionista, que estão acompanhando o caso do baby de vocês. 

 

Dra. Graça Moura e Dra. Cristiana Menezes, Gastro e Nutri da Mila mais que queridas no nosso Primeiro Encontro de Mães APLV. Elas me orientam e me guiam na conduta da dieta alimentar da Camila e na minha também.
 
Eu sou do “time APLV” sem neura, mas com muita seriedade. Não podemos brincar com alergia alimentar, é uma vida que está em jogo. Mas ficar paranóica definitivamente não combina comigo. 

A proposta do Tudo Sem Leite sempre foi a de trazer mais leveza ao tema alergia alimentar, mas claro, com responsabilidade. 

Então é isso, pessoal!

Qualquer dúvida é só falar.

Mila e papai no aniversário da titia Rozane

Beijão!

Ju Jordán 

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